
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Psittaciformes |
| Família: | Psittacidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Espécie: | A. hyacinthinus |

A arara-azul-grande é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Conhecida também como arara-preta (Mato Grosso), arara-una (“una” significa “negro” em tupi) e arara-hiacinta.
Em 1988 a população total da espécie foi estimada em apenas 2500 indivíduos. Encontra-se ameaçada de extinção devido à destruição de seus hábitats e ao comércio ilegal.
Devido ao combate ao comércio ilegal e à criação de reservas ecológicas, o número de indivíduos dessa espécie cresceu um pouco para, aproximadamente, 4000 em 2010.
Mede cerca de 98 centímetros de comprimento e pesa 1,5 quilo. Coloração inconfundível, principalmente azul intensa, com diferentes tonalidades. Base do bico e anel ocular nus e de cor amarela, partes internas das asas e rabo negras.
Gigante entre as araras, a arara-azul-grande é considerada o maior representante da família em todo o mundo.
Faz ninho em buritizeiros e outras árvores ocas, bem como em escarpas. Põe de 2 a 3 ovos que são incubados por 27 a 30 dias. Faz apenas uma postura por ano.
Habita buritizais, florestas de galeria e cerrados. Vive em casais, grupos familiares ou pequenos bandos. Ao que parece realiza movimentos migratórios.
Presente sobretudo no Brasil, nos estados de Mato Grosso (Pantanal), Goiás (rio Tocantins), Minas Gerais (médio São Francisco), Bahia (alto rio Preto), sul do Piauí (Corrente) e no Maranhão, Pará (Transamazônica e leste do Estado) e Amapá (próximo ao rio Amazonas). Encontrada também na Bolívia, próximo da divisa com o Brasil e norte do Paraguai. Reportada como provável para o rio Mapori no sudeste da Colômbia (Vaupés).